FORÇA AÉREA BRASILEIRA - MUSAL Museu Aeroespacial

FORÇA AÉREA BRASILEIRA
MUSAL - Museu Aeroespacial

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31 anos preservando a história da aviação

Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro - Uma réplica em tamanho natural do 14 Bis, o Demoiselle, o chapéu de palha, fotos e pertences de Santos Dumont, além de mobiliário, armas, aviões e helicópteros e lembranças da grande ofensiva aliada durante a II guerra mundial compõem o rico acervo histórico do Museu Aeroespacial - "Berço da Aviação Militar".

A idéia de se criar um museu aeronáutico data do ano de 1943, quando o então ministro Salgado Filho determinou a sua organização, sendo o trabalho inicial e outras tentativas posteriores de criação sendo interrompidas por falta de local apropriado. Atendendo à exposição de motivos do Ministro da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Araripe Macedo, o então Presidente da República Emílio Garrastazu Médici, cria o núcleo do Museu Aeroespacial em 31 de Julho de 1973, através do Decreto N.º 72.552.

MUSAL. foto: Joaquim Vivas.

Em janeiro de 1974, iniciavam-se os trabalhos de restauração do prédio e hangares da antiga "Divisão de Instrução de Vôo" da Escola de Aeronáutica, juntamente à coleta de acervo, restauração de aeronaves, motores, armas e diversas peças de cunho histórico aeronáutico; sendo inaugurado em 18 de outubro de 1976.

As principais funções do MUSAL são desenvolver, divulgar, preservar e estimular as atividades referentes à memória e a cultura da aeronáutica brasileira. Situado em uma área de 15195 m2, incluindo um prédio de dois andares e cinco hangares em anexo, além dos hangares de restauração complexo do museu, é considerado o maior da América Latina e o oitavo no mundo.

As salas de exposição do prédio principal abrigam coleções históricas de pioneiros da aviação e o salão principal reune as aeronaves mais antigas do Museu, como um Caudron G-3. Nos cinco hangares encontra-se a disposição do público a coleção de aeronaves, algumas pertencentes a própria FAB, e outras tendo sido adquiridas por meio de doações.

O acervo não pára por aí; também possui uma biblioteca com cinco mil títulos especializados, além do arquivo histórico contendo documentos impressos, manuscritos, fotografias, "slides", negativos, vídeos e filmes.

 

O valor histórico, e as condições de preservação da coleção de aeronaves ali disponibilizadas, faz com que o Museu Aeroespacial sempre receba novas doações de aviões, além dos que já se encontram no hangar de restauração aguardando um espaço para serem remodelados.

O contínuo aumento das coleções e saturação do espaço físico já existente para exposição, é hoje a maior preocupação do Exmo.Sr. Brigadeiro-do-Ar Márcio Bhering Cardoso - Diretor Geral do Museu Aeroespacial desde Maio de 2001. Sua meta é a de expandir as instalações da instituição, além de uma melhor divulgação do local onde está situado o Museu.

"Se você vai em qualquer museu do mundo, eles não são localizados no centro das cidades. Aqui não é diferente. Agora, se fizermos uma boa sinalização, este problema pode deixar de existir" afirma Márcio Bhering.

Além do espaço físico saturado, existe uma grande vontade de se transferir o MUSAL para a Barra da Tijuca, o que seria o ideal na opinião do diretor, onde segundo ele "teríamos mais espaço físico e um público maior", mesmo não sendo a vontade de todos, a maioria veteranos e apreciadores da história da aviação.

Hangar de restauração - Boa vontade e criatividade

Em hangares anexos, o complexo aeronáutico mantém uma oficina de restauração com uma equipe especializada que transforma, muitas vezes, um trabalho praticamente quase impossível de ser realizado, em realidade, pela boa vontade, dedicação e criatividade que torna tal equipe diferente das demais.

Em nossa visita ao primeiro hangar fomos pegos de surpresa com o avançado estágio do processo de montagem final de um simulador de um Douglas C-47.

"Todo material utilizado no simulador do C-47 é original, porém algumas peças como o pára-brisas foi fabricado aqui" informa o Sr. Galdino, um dos ferramenteiros especialistas que nos recebeu de braços abertos. A seção de restauração também conta com um novo reforço no "time": a sala de restauração de motores, onde encontra-se no cavalete um motor Allison V12 utilizado em uma aeronave P-40.

Os Pistons, bielas e casquilhos, já desgastados pelo tempo, agora tem um novo brilho, retificados e banhados na cor acobreado, e estão preparados para ir em breve para a nova Sala de Motores, a ser reinaugurada em breve no Museu. Um Boing B-17, um BeechCraft - curiosamente pertencente a "Forza Aérea Venezuelana" e um Waco pertencente ao CAN - Correio Aéreo Nacional, também aguardam na fila de espera para serem devidamente restaurados nos mínimos detalhes, o que faz essa oficina em especial uma das mais importantes da aviação mundial.

Joaquim Vivas

Além de aviões o museu também possui em "fila de espera" peças raras como o piano em que foi composto o HINO DO AVIADOR.

Hoje, o Museu Aeroespacial conta com o apoio da AMAERO - Associação dos Amigos do Museu Aeroespacial, que com apenas 2 anos de existência já conta com o apoio de mais de quatrocentos sócios e alguns colaboradores. Além da AMAERO, duas grandes novidades no MUSAL - a recém reinauguração da Sala da Esquadrilha da Fumaça e a exposição de maquetes do plastimodelista Márcio Tinoco.

Alguns projetos são de extrema importância para diretor Márcio Bhering, como a interação "mouse - teclado", onde o público poderá acessar as informações detalhadas de uma certa aeronave ali expostas e a reestruturação da única cantina existente hoje. " A idéia é a de se fazer uma lanchonete temática com sanduíches e uma loja de souvenirs, que o público possa comprar chaveirinhos, botons, e algumas lembranças do Museu".

publicado em 23 de julho de 2004

 

última atualização em 04/agosto/2006

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